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Incêndio

  • 13 de jun. de 2024
  • 1 min de leitura

Danilo Magalhães 

17/09/2020


Não sei o que fazer

Com tamanha desgraça e raiva

Pra fagulha virar incêndio basta um vento

Arde fumaça que queima mato

Que vira pasto

Queima cidade de arranha-céus 


De cima se vê ao longe, mas

Que horizonte há de se perceber?

É só ruína que passa

Encolhe o riso

E a graça a se perder


Nos escritórios, 

engomados olham embasbacados

O que chega amassado e raivoso

Que traz no canto da boca 

O grito de uma voz rouca

Tentando não se perder


Mas, se perde!


Se vai mato, gente, tempo e vida

Se vai carne, vem ferida

E o santo não cura não!

Nem faz milagre, e nem reza

Olha por cima e despreza tamanha desolação

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