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Aqui jaz (ou, poema dos três defuntos)

  • 13 de jun. de 2024
  • 1 min de leitura

Danilo Magalhães

26/09/2023


O amor morreu sozinho

Numa tarde quente de terça-feira

Ninguém o reivindicou

Nem velou o corpo

O amor morreu só

Sozinho

Sem eira nem beira


Outro amor se foi estatelado no asfalto

Após saltar 100 m 

Muitas e muitas vezes

Resistiu

Tanto quanto possível

Por sonhos, semanas, meses


O último amor morreu faminto

Levou minha carne entre os dentes

Morreu

Como tudo morre

Humanamente

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